quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Livros

Incrível como eu não tenho tido mais saco pra escrever, ler blogs, coisa que eu fazia com certa frequência. Aliás, não tenho tido saco pra quase nada na net, só jogar mesmo. É algo que, por enquanto, ainda não cansei. Estou de férias e o que tenho feito é ler, ler e ler. Já foram 5 livros e dois deles com mais de 500 páginas, o ritmo é frenético, rs. Talvez não fossem os livros que eu pegaria numa livraria, pois pego o que tem disponível na biblioteca do condomínio, mas até que tive gratas surpresas. Vou falar um pouquinho de cada um, não tanto da história em si, mas das minhas impressões.

O primeiro foi "O Clube Mefisto" da Tess Gerritsen. Eu tenho "Dublê de Corpo" dela e pra quem não conhece, o estilo é policial, com aqueles crimes macabros e tem sempre uma médica patologista como protagonista, antiga profissão da escritora. Eu gosto bastante desse estilo, mas confesso que esse foi pesado demais, envolvia rituais satânicos, a presença do mal, os crimes bizarros demais e isso me deu até pesadelos! Acho que sonhei umas 3 vezes com esse livro, mesmo depois que eu havia terminado de ler. Apesar disso, reconheço que a trama é legal, nunca monótona e final coerente também.

O segundo livro foi "A Resposta" de Kathryn Stockett. Ele é grande, mais de 500 páginas, peguei por falta de opção mesmo, não havia nenhum outro nesse dia que parecia muito atraente. Quando percebi que tratava-se de temas racistas ainda achei que seria um livro chato, cheio de lições de moral, mas não foi nada disso, adorei! A autora adota uma técnica que eu gosto muito, que é cada capítulo ou conjunto de capítulos seguidos abordarem um ponto de vista de um personagem e depois passar para outros. Isso faz com que a leitura não se torne monótona e desperte muito a curiosidade, já que é comum um capítulo acabar com algum fato marcante, que deixa aquela vontade de saber o que vai acontecer depois. Mas aí só depois que voltar a contar novamente do ponto de vista daquela personagem. É uma história envolvente, emocionante e até divertida em alguns pontos. Soube que fizeram um filme baseado nesse livro, "Histórias Cruzadas", se não me engano, mas ainda não chegou ao Brasil.

O livro seguinte, foi "Desaparecido para Sempre" de Harlan Coben. Curto, leitura razoavelmente rápida, história policial e bem interessante, cheio de reviravoltas. Gostei, dava um bom filme.

O próximo foi o maior de todos: "Os Catadores de Conchas" de Rosamunde Pilcher, com mais de 600 páginas. Quando peguei o livro e li a sinopse, me deu a maior preguiça, pelo tamanho e porque não parecia muito envolvente pra mim, mas eu já tinha ouvido falar e queria ler mesmo assim, não encontrei nada muito interessante mesmo...mas o livro me surpreendeu positivamente, também adota aquela técnica de cada capítulo tratar de um personagem seja como ponto de vista ou foco. Gostei do começo, metade, mas na segunda metade, achei que ficou meio chatinho, com narrativas longas demais do passado, enquanto eu gostava mais da história "atual". Também senti falta de saber como algumas situações tinham se desenrolado, já que várias referências ao passado foram feitas, mas certas coisas a autora preferiu não contar. Mesmo assim, foi um livro que gostei, é tocante, daqueles que nos fazem amar uma personagem.

O último, até agora (já peguei outro de contos, mas está me dando uma preguicinha de ler), foi "O Pacto" de Joe Hill, filho de Stephen King. O estilo é fantasioso, da pra perceber logo na sinopse quando diz que o personagem principal acorda certo dia com chifres que fazem com que as pessoas tenham uma estranha atitude em relação a isso, contar seus maiores segredos e pecados. Rezei pra não ter pesadelos como em O Clube Mefisto, mas não tive, não é um livro de dar medo. Começou muito bem, interessante e engraçado até, pois conta muita baixaria, o palavreado bem popular, algumas situações até meio chocantes para alguns. No meio do livro, volta ao passado pra contar como os personagens se conheceram, como as relações se desenvolveram e vez ou outra, voltava pra situação atual do rapaz com chifres. Não sei o que deu na cabeça do autor, mas o livro se perdeu, entrou num besteirol, em situações fantásticas demais que nada explicava, nada fazia sentido. Li algumas críticas sobre esse livro numa rede social de leitores e algumas pessoas viram como a existência do demônio interior, que o homem era seu próprio carrasco e faz sentido, mas continuo achando que o livro não retrata isso de uma forma coerente, bacana. O final é extremamente chato, eu já não aguentava mais ler, não via a hora de acabar.

Como eu comentei, peguei um livro de "contos fantásticos" que reune vários autores, estrangeiros e brasileiros. Depois de ler tanto, acho que um livro mais fragmentado, com temas diversos, vai ser bem-vindo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Movimento separatista da torcida

Confesso que não vi o jogo ontem, estava cheia de coisas pra fazer e só tenho a noite pra isso, se ainda fosse jogo do brasileirão... só que torcedor sabe como é, um olho no gato e o outro no peixe e como tem mais rubro-negro em casa e torcida arco-íris nos arredores, era impossível não saber como estava indo o jogo. Pelo celular, ficava acompanhando a reação da torcida no Twitter, apesar de quietinha. Pelo que percebi, a atuação do time estava desastrosa e era normal que todos os torcedores estivessem irritados, falando mal da postura do grupo. Ou não?

Por incrível que pareça, alguém, em algum momento, comentou que o time estava patético naquele dia e questionou o porquê de terem ido jogar se era pra passar aquela vergonha. Eis que um ser rebate: "poxa, cornetar não, né?" Como assim??? Quer dizer que o time vai em campo (?), tem uma atuação que, pelo que comentaram, medíocre, pífia e o pobre mortal, que "perde" seu tempo vendo os jogos (pela tv ou indo ao estádio), comprando camisa, entre outras muitas atitudes de pura devoção ao clube, não pode fazer esse simples comentário que já está "cornetando"? Vermos jogadores que ganham muito mais do que todos nós dificilmente ganharemos na vida só pra JOGAR BOLA e ver atuações que parecem pura má vontade, falta de treino, apatia e não termos uma postura crítica em relação a isso com a desculpa que não pode cornetar é muita passividade e submissão pro meu gosto. Ou, vendo por um prisma mais nobre, muita vocação pra monge, difícil pra quem tem sangue quente correndo nas veias.

Tenho andado meio afastada do Twitter, mas pelo que tenho visto, acho que esse assunto já está bem batido, só que essas críticas se repetem tanto que é difícil não se manisfestar de alguma forma. E uma coisa que sempre me incomodou é a parte da torcida que critica quem critica o time, com a ousadia, ainda, de dizer o que é ser verdadeiro rubro-negro. Desculpem, mas acho isso de uma tremenda infantilidade, sabem? Coisa de criança mesmo, de querer saber quem sabe mais, quem fez mais bonitinho, quem fez primeiro...só consigo lembrar desse tipo de coisa! Falo isso na boa, não estou querendo sacanear ninguém, até porque gosto muito dos rubro-negros da minha TL, por isso que os sigo. Mas é chato ter que ler certas coisas, o ideal seria que todos tivessem suas crenças, seus conceitos, suas opiniões e não tentassem valorar as dos outros. Isso é praticamente impossível, eu mesma fiz isso aqui, mas é um exercício constante, de entender que a sua verdade e seus valores vem da SUA história de vida, não serve pra interpretar a atitude do resto da humanidade. E TODOS criticam, com maior ou menor frequência, então não podem se sentir tão excluídos da parte "corneta" da torcida. Mais irritados ou menos irritados, tenho certeza que todos os mais de 30 milhões de torcedores do Flamengo só querem uma coisa: ver o time bem, como o gigante que é.

"com mais"... (mas já ta de bom tamanho) é a minha opinião sobre esse "movimento separatista" da torcida.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Feriado da culpa



Esse feriadão que passou foi o feriado da culpa, comi muito e não estudei nada. Depois de um tempão de alimentação regrada, saindo da linha muito raramente, comi duas pizzas, ovos de Páscoa, barras de chocolate, dois potes de sorvete Hagen Daz...não sozinha, claro, mas dei uma bela contribuição! Mas agora vai acabar essa palhaçada, hoje ainda comi um pouquinho de um ovo de Páscoa do Davi, mas chega. Foi tão bom voltar à forma depois da gravidez, não vou botar tudo a perder. Sexta vai ser o aniversário da Luana e sábado devo fazer uma comemoração simples em casa, guloseimas à vista, mas não será muito. Essa foto é uma bela recodação desse feriado, saudades...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Diversidade

O post anterior, das fotos, foi parar aqui por engano, era pra ser no blog da Luana. Por isso não estava entendendo algumas pessoas comentando das fotos!
Bom, mas mudando de assunto...viver na diversidade é algo meio complicado, não acham? Não é que seja ruim, mas não é necessariamente bom. Já é difícil conviver com quem a gente escolhe, imagina com quem não temos escolha, como família e colegas de trabalho, faculdade.

Essa minha turma atual é interessante...tem pessoas muito novas, pessoas muito velhas e uma boa parte no meio do caminho, lugar onde me considero estar. Curioso é que algumas pessoas que mais atrapalham as aulas são umas já maduras, 30 e poucos a 40 anos. Com algumas exceções, essas pessoas ficam à margem da turma, pois se é pra aceitar o diferente, que sejam os diferentes mais iguais, é assim que a maioria das pessoas agem. Eu procuro não excluir nem incluir ninguém de cara, principalmente nesse curso, onde as circunstâncias são tão diferentes do meu primeiro, onde eu tinha muito mais tempo, agora vivo correndo, além de ter menos tempo de aula também.

Mas tenho que confessar que certas pessoas são difíceis de simpatizar. Eu acho chatíssimo quem faz da sala de aula um lugar pra consultoria jurídica, psicológica ou seja la qual for o assunto, é algo que as pessoas deveriam se policiar. Não é querendo ser chata, mas por mais que a pessoa ache que tem a ver com a aula, um caso muito específico, na maioria das vezes, só é interessante pra ela mesma e não vai acrescentar em nada pra turma, com raras exceções. Era algo que até falavam na época da Psicologia, evitar contar casos particulares, pra evitar se expor e também não fazer da faculdade uma grande terapia de grupo, que é o que muita gente entra fazendo (no curso de Psicologia).

Tem também aquelas pessoas que vc não sabe bem porque não vai com a cara e pra piorar, ela vai muito com a sua. Eu estou passando por isso com uma pessoa, mas, por sorte, ela costuma faltar muito às aulas. Sabem aquela pessoa que não da vontade de ficar perto? Eu não sei se é só comigo, mas não gosto de quem mal conhece a gente e já se faz de íntima. Não é antipatia, até porque me considero simpática, mas as coisas devem acontecer naturalmente e a outra parte deve ter a sensibilidade de perceber o interesse ou não da outra. Aconteceu até um fato, que não vou entrar em detalhes, que talvez me afaste dessa pessoa, vamos ver...é a sensibilidade...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mais fotos





Mais fotos da princesa e Davi também. No sofá, ela está de maiô da Pequena Sereia.

domingo, 3 de abril de 2011

Vai de retro, mês de março!

Esses dias têm sido tão chatos que nem tive vontade de escrever nada. O Tom voltou a ter algumas complicações e hoje está completando uma semana de hospital novamente, vai sair amanhã. Fora alguns aborrecimentos também, só problemas... A faculdade está legal, muita correria pra entregar umas atividades pedidas a cada aula, ta mais puxado do que eu imaginava, mas é bom assim. Os trabalhos em grupo, como eu havia comentado, continuam chaaaatos, espero me livrar disso logo ou ao menos fazer com as pessoas certas. Mudando de assunto, estou muito feliz com meu peso, perdi 10 kg, mais magra do que quando engravidei, todas as minhas roupas estão ótimas. E pensava que eu olhava algumas e pensava que nunca mais ia usar e quase dava, ainda bem que não fiz isso! Estão até dizendo que emagreci demais, mas ainda queria perder mais 2 kilos. Não estou mais fazendo regime, só cuidando da alimentação, se bem que nesse final de semana andei metendo o pé na jaca. Sexta comi um calzone sozinha e ontem comi chocolate, mas tanto tempo "na seca", deu vontade. A gente tem que ser feliz, ne? Mas é aquilo que falei, não pode se tornar um hábito muito frequente e as outras refeições devem continuar regradas. Tenho que voltar a pedalar, com esse último mês problemático acabei não fazendo nada, ainda bem que emagreci mesmo assim. Esse mês agourento de março já foi embora, espero que abril seja beeem melhor!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Trabalho em Grupo


Eu juro que não sou anti social. Tudo bem que também não sou exatamente a pessoa mais sociável do mundo, sempre gostei de observar mais que interagir, mas não faço feio frente às nossas exigências sociais. Quando há interesse, posso começar e manter um diálogo sem nenhum constragimento com qualquer estranho. Essa conversa já está ficando meio freak, então vou logo ao ponto... se tem uma coisinha que acho chata é trabalho em grupo. Principalmente naquela fase que não conhecemos ninguém e somos forçados a produzir idéias em conjunto. Na Psicologia, vivi essa situação praticamente 90% do curso. Menos mal era trabalho individual ou de dupla, mas prova era uma verdadeira blasfêmia, ninguém conseguia nem ouvir falar. Prova representava o que existia de mais arcaico e sub humano pros meus prezados colegas, até o dia em que o professor de Psicologia do Trabalho questionou essa visão, dizendo que tínhamos que nos acostumar com o esquema de uma prova de mestrado, por exemplo.


Mas como minha vida de psico é passado, já que agora resolvi me dedicar às leis, pelo menos na teoria, estou passando novamente por esse suplício que é ter que fazer trabalho em grupo. Pra piorar, comecei a frequentar as aulas na segunda semana de curso, sou a novata entre os novatos. Ossos do pré-ofício, espero que não seja em todas as disciplinas. Afinal, acho que provas são bem simpáticas.