Incrível como eu não tenho tido mais saco pra escrever, ler blogs, coisa que eu fazia com certa frequência. Aliás, não tenho tido saco pra quase nada na net, só jogar mesmo. É algo que, por enquanto, ainda não cansei. Estou de férias e o que tenho feito é ler, ler e ler. Já foram 5 livros e dois deles com mais de 500 páginas, o ritmo é frenético, rs. Talvez não fossem os livros que eu pegaria numa livraria, pois pego o que tem disponível na biblioteca do condomínio, mas até que tive gratas surpresas. Vou falar um pouquinho de cada um, não tanto da história em si, mas das minhas impressões.
O primeiro foi "O Clube Mefisto" da Tess Gerritsen. Eu tenho "Dublê de Corpo" dela e pra quem não conhece, o estilo é policial, com aqueles crimes macabros e tem sempre uma médica patologista como protagonista, antiga profissão da escritora. Eu gosto bastante desse estilo, mas confesso que esse foi pesado demais, envolvia rituais satânicos, a presença do mal, os crimes bizarros demais e isso me deu até pesadelos! Acho que sonhei umas 3 vezes com esse livro, mesmo depois que eu havia terminado de ler. Apesar disso, reconheço que a trama é legal, nunca monótona e final coerente também.
O segundo livro foi "A Resposta" de Kathryn Stockett. Ele é grande, mais de 500 páginas, peguei por falta de opção mesmo, não havia nenhum outro nesse dia que parecia muito atraente. Quando percebi que tratava-se de temas racistas ainda achei que seria um livro chato, cheio de lições de moral, mas não foi nada disso, adorei! A autora adota uma técnica que eu gosto muito, que é cada capítulo ou conjunto de capítulos seguidos abordarem um ponto de vista de um personagem e depois passar para outros. Isso faz com que a leitura não se torne monótona e desperte muito a curiosidade, já que é comum um capítulo acabar com algum fato marcante, que deixa aquela vontade de saber o que vai acontecer depois. Mas aí só depois que voltar a contar novamente do ponto de vista daquela personagem. É uma história envolvente, emocionante e até divertida em alguns pontos. Soube que fizeram um filme baseado nesse livro, "Histórias Cruzadas", se não me engano, mas ainda não chegou ao Brasil.
O livro seguinte, foi "Desaparecido para Sempre" de Harlan Coben. Curto, leitura razoavelmente rápida, história policial e bem interessante, cheio de reviravoltas. Gostei, dava um bom filme.
O próximo foi o maior de todos: "Os Catadores de Conchas" de Rosamunde Pilcher, com mais de 600 páginas. Quando peguei o livro e li a sinopse, me deu a maior preguiça, pelo tamanho e porque não parecia muito envolvente pra mim, mas eu já tinha ouvido falar e queria ler mesmo assim, não encontrei nada muito interessante mesmo...mas o livro me surpreendeu positivamente, também adota aquela técnica de cada capítulo tratar de um personagem seja como ponto de vista ou foco. Gostei do começo, metade, mas na segunda metade, achei que ficou meio chatinho, com narrativas longas demais do passado, enquanto eu gostava mais da história "atual". Também senti falta de saber como algumas situações tinham se desenrolado, já que várias referências ao passado foram feitas, mas certas coisas a autora preferiu não contar. Mesmo assim, foi um livro que gostei, é tocante, daqueles que nos fazem amar uma personagem.
O último, até agora (já peguei outro de contos, mas está me dando uma preguicinha de ler), foi "O Pacto" de Joe Hill, filho de Stephen King. O estilo é fantasioso, da pra perceber logo na sinopse quando diz que o personagem principal acorda certo dia com chifres que fazem com que as pessoas tenham uma estranha atitude em relação a isso, contar seus maiores segredos e pecados. Rezei pra não ter pesadelos como em O Clube Mefisto, mas não tive, não é um livro de dar medo. Começou muito bem, interessante e engraçado até, pois conta muita baixaria, o palavreado bem popular, algumas situações até meio chocantes para alguns. No meio do livro, volta ao passado pra contar como os personagens se conheceram, como as relações se desenvolveram e vez ou outra, voltava pra situação atual do rapaz com chifres. Não sei o que deu na cabeça do autor, mas o livro se perdeu, entrou num besteirol, em situações fantásticas demais que nada explicava, nada fazia sentido. Li algumas críticas sobre esse livro numa rede social de leitores e algumas pessoas viram como a existência do demônio interior, que o homem era seu próprio carrasco e faz sentido, mas continuo achando que o livro não retrata isso de uma forma coerente, bacana. O final é extremamente chato, eu já não aguentava mais ler, não via a hora de acabar.
Como eu comentei, peguei um livro de "contos fantásticos" que reune vários autores, estrangeiros e brasileiros. Depois de ler tanto, acho que um livro mais fragmentado, com temas diversos, vai ser bem-vindo.
